sábado, 24 de outubro de 2009

Une petite partie de ma vie

Alors, Robert, je suis née en 1972, en Allemagne. Mes parents sont allemands. Quand je suis née, ils habitaient à Heidelberg.
Après trois ans, nous sommes allés habiter à Paris, où j'ai commencé à apprendre à parler Français. Mon père était musicien et il a apporté ses instruments musicaux à notre nouvelle maison.
Quand j'avais vingt et un ans j'ai été embauchée comme chimiste, mais j'ai eu des problèmes avec le travail et je suis sortie de l'entreprise.
Pendant deux ans j'ai pensé à faire de différents travaux, mais je n'ai suivi aucun.
J'étais anxieuse pour me marier. Moi et mon fiancé avons decidé de nous marier. La cérémonie a été très belle et les invités l'ont aimée. Il faisait beau ce jour-là. Nous nous sommes mariés dans une exploitation agricole. Tout était parfait.
En 1997 j'ai eu une fille, Laetitia. À cause d'elle, moi et mon mari avons eu besoin de replanifier notre vie: je travaillerais à la maison et il travaillerait dans une entreprise. J'ai commencé à prendre des textes en d'autres langues pour les traduire.
Nous avons vécu comme ça pendant quatre années. J'étais responsable de ramener Laetitia à l'école et de faire tous les travaux à la maison, puisque je ne travaillais pas dans une entreprise et mon agenda était plus flexible que l'agenda de mon mari.
Mais le mois dernier, je me promenais dans la rue quand j'ai vu un tableau d'emplois. J'ai pris une annonce pour laquelle que je me suis interessée et, maintenant, je suis ici!!! Et nous, Robert, nous sommes les plus nouveaux collègues de travail.

sábado, 10 de outubro de 2009

La plage de Boris

Un jour je jouais avec mon chien à la plage. Il faisait beau et j'adore quand il fait beau, de beaux jours.
Mes parents ont une maison près de la plage et nous sommes toujours là-bas, presque tous les week-ends.
Mes parents ont acheté cette maison il y a cinq ans. Ça a été leur rêve pendant longtemps et j'ai été très content pour eux à cause de ça.
Mais je retourne au point du début de ce texte. Ce jour-là j'ai jeté une branche dans la mer et Boris, mon chien, s'est mis à la chercher. Je l'ai attendu revenir, mais il mettait longtemps. Quand je me suis aperçu, j'ai vu qu'il se noyait. Je me suis inquiété. Alors, j'ai demandé de l'aide. Il y avait des gens à la plage.
Un garçon qui faisait du vélo avait vu mon chien en train de se noyer et est venu à la plage pour le sauver. Il s'est jeté dans la mer et a nagé jusqu'à mon chien. Le garçon a pris la branche qui s'est cassée.
Boris est resté fort et a bien supporté la situation jusqu'à la fin. Je pensait que le garçon ramenerait Boris à la terre, mas je me suis surpris quand j'ai vu qu'il était sorti seul de la mer et le garçon y était resté.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Si je mourais demain

Si je mourais demain, aujourd'hui je penserais que ça serait une situation très difficile de voir devant moi. Je resterais triste de ne pas pouvoir faire beaucoup de choses dans 24 heures seulement. Mais je serais sûr d'une chose: je dirais à tous les gens que j'aime, que je les aime.
D'abord je sais que je desirerais voyager autour du monde, mais je sais que ce ne serait pas possible. Alors, je vivrais tout cela dans mes rêves. Je rêverais de faire toutes les choses que je n'ai jamais faites.
Je voudrais parler à beaucoup de gens, mes chères gens. Je trouve l'amour très important pour la vie et pour ma vie.
Je crois que j'achèterais une voiture, même si je ne pourrais pas la payer. J'inventerais des histoires por les raconter à beaucoup de gens et leur apporter de la joie.
J'écouterais de la musique et j'oublierais le temps.
J'aurais envie d'appeler tous mes amis. J'aurais envie de lire tous les livres que j'ai souhaité de lire il y a longtemps (même si je savais que ce ne serait pas possible)
Je nagerais et je prendrais du soleil pour la dernière fois.
Je promenerais ma chienne dans le parc pour la dernière fois aussi et je rirais et jouerais avec elle.
Je pleurerais beaucoup. Ça serait un jour trop special.
Je regarderais le ciel, les nuages, les étoiles et la lune et je souhaiterais d'avoir de la paix dans mon âme.
Je crois qu'il serait difficile de dire adieu à toutes les choses que je connais si suite, mais je peux dire que je serais heureux et je partirais serein.

27/04/09

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Envelhecer

"Envelhecer é maravilhoso, desmistifica o fato de você querer respostas definidas. Recomendo"
Denise Stocklos

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Discurso sobre a alma

"[...] A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com panelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas, ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outrossim, capelas e bazares, simples esquivos, com os seus consoantes e sentidos próprios?"

Dom Casmurro, pg. 77

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Anjos sexuais

"Ruta Skadi tinha 416 anos e todo seu orgulho e o conhecimento de uma feiticeira-rainha adulta. Era muito mais sábia do que qualquer humano vida-curta, mas não tinha a menor idéia de como parecia infantil ao lado daqueles seres imemoriais. Tampouco imaginava até que ponto a consciência deles se espalhava além dela como tentáculos até os cantos mais remotos de universos nunca sonhados por ela; e não fazia idéia de que os enxergava como formas humanas simplesmente porque seus olhos esperavam isso; se fosse percebê-los sem sua forma verdadeira, eles pareceriam mais uma arquitetura do que um organismo, como imensas estruturas compostas de inteligência e sentimento.
Mas eles esperavam isso mesmo - afinal ela era muito jovem.
Imediatamente bateram as asas e saltaram para a frente, e ela disparou com eles, surfando na turbulência que essas asas causavam no ar e adorando a velocidade e a força que isso conferia ao seu vôo.
Voaram durante toda a noite. As estrelas giravam ao seu redor, e desmaiavam e desapareciam à medida que a aurora subia do leste. O mundo explodiu em luz quando a borda do sol apareceu, e então passaram a voar por um céu azul e um ar claro, fresco, doce e úmido.
À luz do dia, os anjos eram menos visíveis, embora a sua singularidade ficasse óbvia para qualquer um. A luz que permitia que Ruta Skadi os visse ainda não era a do Sol que agora se erguia no céu, mas alguma outra luz, vinda de outro lugar.
Incansavelmente voaram, e incansavelmente ela os acompanhava. Sentia uma alegria intensa tomar conta dela por poder ter à sua disposição aquelas presenças imortais. E se alegrava por seu sangue e sua carne, pela áspera casca de pinheiro-nubígeno que ela sentia perto da pele, se alegrava porque seu coração batia e pela vida de todos os seus sentidos, pela fome que agora estava sentindo e pela presença de seu dimon-rouxinol de voz tão doce, pela terra lá embaixo e pela vida de cada criatura, tanto planta como animal; se deliciava em ser da mesma substância daquilo tudo, e em saber que, quando morresse, sua carne iria nutrir outras vidas como elas a tinham nutrido. E se alegrava, também, por estar indo ver novamente Lorde Asriel."

PULLMAN, Philip. A Faca Sutil (segundo volume da trilogia Fronteiras do Universo). Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p.133.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A relatividade do Amor Fugaz

- Existem homens que nos servem, como o Cônsul em Trollesund. E existem homens que tomamos como amantes ou maridos. Você é muito novinha, Lyra, jovem demais para entender, mas vou lhe dizer assim mesmo e mais tarde você vai compreender: os homens passam diante de nossos olhos como borboletas, criaturas que só duram uma estação. Nós os amamos; eles são corajosos, orgulhosos, belos e inteligentes; e morrem quase de repente. Eles morrem tão depressa que nosso coração fica constantemente cheio de dor. Damos à luz os filhos deles, que serão feiticeiras se forem mulheres, e humanos, se forem homens; e então, num piscar de olhos, eles já partiram, caíram, morreram, se perderam. Nossos filhos também. Quando um menino está crescendo, ele acha que é imortal. A mãe dele sabe que ele não é. Cada vez fica mais doloroso, até que finalmente a gente fica com o coração partido. Talvez seja esse o momento que Yambe-Akka vem nos buscar. Ela é mais antiga que a tundra. Talvez para ela a vida de uma feiticeira seja tão curta quanto a dos homens é para nós.

Conversa entre Serafina Pekkala e Lyra, em A Bússola de Ouro (PULLMAN, Philip. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 289)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Irmãos: Amai, Trepai, Gozai!!!!!

Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pela a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-lhe o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentor esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela, sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, escandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vernelhidão cruenta das labaredas do inferno.
E com um arranco de besta-fera caíram ambos prostrados, arquejando. Ela tinha a boca aberta, a língua fora, os braços duros, os dedos inteiriçados, e o corpo todo a tremer-lhe da cabeça aos pés, continuamente, como se estivesse morrendo; ao passo que ele, de súbito arremessado longe da vida por aquela explosão inesperada dos seus sentidos, deixava-se mergulhar numa embraiaguez deliciosa, através da qual o mundo inteiro e todo o seu passado fugiam-lhe como sobre fátuas. E, sem consciência de nada que o cercava, nem memória de si próprio, sem olhos, sem tino, sem ouvidos, apenas conservava em todo o seu ser uma impressão bem clara, viva, inextinguível: o atrito daquela carne quente e palpitante, que ele em delírio apertou contra o corpo, e que ele ainda sentia latejar-lhe debaixo das mãos, e que ele continuava a comprimir maquinalmente, como a criança que, já dormindo, afaga ainda as tetas em que matou ao mesmo tempo a fome e a sede com que veio ao mundo.
(AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. São Paul0: Editora Martin Claret, 2006, p. 168.)